Pensamento Clínico

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 PENSAMENTO CLÍNICO  - AULA BASEADA NO LIVRO “DIÁLOGOS SOBRE A CLÍNICA PSICANALÍTICA”, DE MARION MINERBO

PENSAMENTO CLÍNICO

A autora discute nos capítulos anteriores ao utilizado nessa aula ideias de transferência (a criança-no-adulto = cicatriz viva da personalidade), da escuta psicanalítica (sua evolução e suas particularidades), e os diferentes tipos de sofrimento encontrados na clínica (sofrimento narcísico ou não-neurótico e sofrimento neurótico). Mas como articular todas essas ideias/conceitos no trabalho clínico cotidiano? Através de um pensamento clínico. É ele que faz essa amarração.

O que é um pensamento clínico? É um pensamento sensibilizado pela teoria e que vai dar uma certa inteligibilidade aos dados clínicos (p. 107-108). Uma forma “original e específica de racionalidade que emerge da experiência prática” (Green, 2002), que articula história de vida, história da doença, do tratamento, compreensão das relações entre passado e presente (em nível intrapsíquico e intersubjetivo), à luz dos conceitos psicanalíticos e da relação transferencial.  
É um pensamento que busca compreender a criança-no-adulto e seus objetos primários (os “enroscos” entre eles), em seus diversos aspectos.

1) Tem como ponto de partida as manifestações transferenciais do traumático nas relações atuais do paciente. 

O pensamento clínico começa com perguntas como:

- que função têm os relatos do paciente? O que o paciente tenta me comunicar?        
- por que razão esse paciente não consegue pensar, integrar, sentir, expressar, etc.?  
- o que, na história de sua relação com o objeto primário, teria impedido tudo isso?

2) a compreensão dos objetos primários exige/necessita de uma escuta imaginativa, que dê figurabilidade aos “enroscos” da criança-no-adulto que se apresenta na transferência.

3) escutar rigorosamente o que o paciente está dizendo; não fazer conjecturas apressadas, nem forçar nossas teorias prediletas sobre o conteúdo do paciente (p. 111) 

4) o pensamento clínico deve ser capaz de articular processos intrapsíquicos e intersubjetivos

5) Escutar analiticamente = entender que o relato não é uma descrição objetiva da realidade, mas uma criação psíquica em cima de algo que de fato existe (um criado-achado – Winnicott) = SAIR DO PLANO DA REALIDADE EXTERNA E PASSAR AO PLANO DA REALIDADE PSÍQUICA à material inconsciente transferido/deslocado para representações = reconhecimento da transferência intrapsíquica

6) Transferência intersubjetiva: básica (típica de relações assimétricas) e específica (repetição do não simbolizado da história da criança com seu objeto primário).

7) Tarefa do analista: PENSAMENTO CLÍNICO = ENROSCO ou “sintoma” + TRANSFERÊNCIAS + CONTRATRANSFERÊNCIA è (re)construir um pedaço da história emocional de uma criança, que ficou capturada na dinâmica ligada ao ics parental = alívio para o sofrimento psíquico

8) Dimensão “agida” na transferência

Roussillon = O ICS É O NEGATIVO DA PRÓPRIA HISTÓRIA EM ATO. (Negativo / Negativado = subtraído da subjetividade via recalque ou clivagem). As defesas entraram em cena quando a comunicação primitiva fracassou e a criança “perdeu” o vínculo com seu objeto.

- Não é rememorada (representada), mas repetida (presentificada) em ato.

Papel do analista = SER ESPELHO DO NEGATIVO (Roussillon): ser portador daquilo que o paciente repudia de si.

9) Como comunicar um pensamento clínico? 

10) REDESCOBRIR AS TEORIAS A PARTIR DA CLÍNICA.

11) Tudo, mesmo a fala mais evacuatória, contém uma mensagem que “degenerou” por falta de resposta adequada. è revitalização dos processos de simbolização

Bibliografia

Diálogos sobre a clínica psicanalítica

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Psicólogos.

Mariana Vieira Ligo
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Psicóloga Clínica. Formada pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP – Bauru). Especializada em Psicoterapia Psicanalítica pela Universidade de São Paulo (USP – São Paulo). Docente do Instituto de Estudos Psicanalíticos de Bauru e  da Faculdade Anhanguera de Bauru.

Endereço Profissional:

Rua José Ferreira Marques, 11-67

Vila Universitária

Bauru SP

Telefone: 14-3223.4725

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(Fontes: Secretaria de Educação de São Paulo e ABED)

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