O Silêncio na Clínica Psicanalítica em Reich e Winnicott

O Silêncio na Clínica Psicanalítica em Reich e Winnicott

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Henrique Uva do Amaral

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O Silêncio na Clínica Psicanalítica em Reich e Winnicott

O silêncio sempre foi um tema que provocou muitas inquietações dentro da psicanálise, sendo possível atribuir a ele inúmeras interpretações e formas de intervenção. Nesse sentido, poderíamos perguntar: como devemos lidar com ele na clínica psicanalítica? Inicialmente, Freud tratava do silêncio do paciente como uma forma de resistência, no entanto, existiriam outras formas de abordá-lo?

Neste curso, temos como objetivo apresentarmos as propostas de Wilhelm Reich e Donald Winnicott sobre essas questões, realizando, além disso, um diálogo entre eles. O interesse por essa aproximação decorre do fato de que ambos os autores valorizam a espontaneidade do paciente na clínica, embora possuam formas bem distintas de intervir sobre o silêncio. A nosso ver, isso pode ampliar o repertório teórico e técnico do psicanalista, possibilitando-o de se adequar a diferentes pacientes. Vejamos alguns tópicos que serão discutidos:

1) A relação entre silêncio e resistência. 

2) A técnica de análise do caráter, de Wilhelm Reich.

3) O entendimento de Reich sobre o silêncio na clínica psicanalítica, assim como a proposta de possíveis formas de intervenção.

4) A relação entre silêncio e hesitação, e suas diferenças para a noção de resistência, tal como descrito por Donald Winnnicott.

5) Alguns pressupostos técnicos básicos da psicanálise winnicottiana, a partir dos conceitos de holding, handling e apresentação de objetos.

6) A relação entre o silêncio e a capacidade de estar só – discussão especialmente importante para o atendimento de pacientes psicóticos.

7) Diálogo entre Reich e Winnicott, no qual apontamos algumas diferenças e semelhanças entre as formas de intervir.



Bibliografia

Amaral, H.U.; Ribeiro, D. P. S. A. (2016). O Silêncio na Clínica Psicanalítica a partir das concepções de Donald Winnicott e Wilhelm Reich. Natureza Humana, São Paulo, 18(1), 69-76.

Freud, S. (1996). Recordar, Repetir e Elaborar. In S. Freud O Caso Schreber, Artigos sobre a Técnica e outros trabalhos (pp. 163-174), vol. XII, Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago (trabalho original publicado em 1914).

Reich, W. (1975). A Função do Orgasmo: Problemas Econômico-Sexuais da Energia Biológica. São Paulo: Círculo do Livro. (Trabalho original publicado em 1942).

Reich, W. (2001). Análise do Caráter. São Paulo: Martins Fontes. (Trabalho original publicado em 1933).

Winnicott, D. W. (1983). O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artes Médicas.

Winnicott, D. W. (1988). Textos Selecionados: Da Pediatria à Psicanálise. Rio de Janeiro: Francisco Alves.

Winnicott, D. W. (1990). Natureza humana. Rio de Janeiro: Imago. (Trabalho original publicado em 1988).

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Henrique Uva do Amaral
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Psicólogo e Mestre em Psicologia pela Universidade Estadual Paulista, UNESP – campus de Assis. Atualmente, realiza um curso de Formação  em Psicoterapia Psicanalítica pelo Instituto de Estudos Psicanalíticos de Bauru, atuando, também, como psicólogo clínico, na cidade de Bauru. Possui alguns trabalhos dirigidos ao diálogo entre Donald Winnicott e outros autores, como Wilhelm Reich e Maurice Merleau-Ponty.


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Conteúdo Programático

  • 1. O Silêncio em Reich e Winnicott
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